O que é o Ecoturismo?

Há muito tempo ouvimos falar em Ecoturismo, porém sua importância como forte alternativa econômica é relativamente recente. Embora muito se discuta sobre sua real definição e correta terminologia, o que diferencia Ecoturismo do turismo convencional ("clássico" ou de massa) é que seja considerado como um tipo de atividade responsável, que cumpre critérios e princípios básicos de desenvolvimento sustentável.
O Turismo Sustentável visa sanar os graves problemas decorrentes do turismo de massa, como a degradação de culturas regionais, a baixa qualidade ambiental dos destinos e o desequilíbrio da economia local.

Subcomponente desse modelo turístico, o Ecoturismo - ou Turismo Responsável - é uma ferramenta efetiva para a proteção do meio ambiente e da qualidade de vida das comunidades tradicionais, definido por:

"Um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas." (EMBRATUR / IBAMA, 1994)

Alguns termos comumente associados ao Ecoturismo: Turismo Ambiental, Turismo Ecológico, Turismo Antropológico, Turismo Científico, Turismo Cultural, Turismo de Aventura, Turismo de Baixo Impacto, Turismo de Natureza, Turismo de Selva, Turismo Étnico, Turismo Responsável, Turismo Rural, Turismo Sustentável, Turismo Verde, entre outros.

Sites relacionados:
www.turismoresponsavel.tur.br    
www.ecobrasil.org.br   
www.ambientebrasil.com.br   


TURISMO DE AVENTURA

Você que está se preparando para viajar, conheça mais sobre as atividades de aventura e as iniciativas de se garantir a prática das mesmas com o máximo de segurança.

Atualmente, existe algum programa de qualificação e certificação do Turismo de Aventura?

Sim. O Programa Aventura Segura, é uma iniciativa do Ministério do Turismo em parceira com o SEBRAE Nacional, executado através de um convênio com a ABETA – Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura, com o intuito de desenvolver projetos para alcançar padrões internacionais de qualidade e profissionalização no segmento de Turismo de Aventura para competir no mercado internacional.

O Programa Aventura Segura soma ações de fortalecimento institucional, geração e disseminação de conhecimento, qualificação de pessoas e empresas, subsídio à certificação para condutores e empresas, e formação de grupos voluntários de busca e salvamento (GVBS). Foi iniciado em janeiro de 2006 e será realizado até dezembro de 2008.

Visando concentrar esforços e maximizar resultados, o Ministério do Turismo, em parceria com o Sebrae e a ABETA , definiram os 16 primeiros destinos turísticos a serem apoiados pelo programa, com base no Programa de Regionalização – Roteiros do Brasil, além de outros critérios como o potencial para comercialização internacional, o número de atividades ofertadas, a concentração de empresas, a capacidade de mobilização e articulação, dentre outros:

Bonito e Serra da Bodoquena (MS); Brotas (SP); Chapada Diamantina (BA); Chapada dos Veadeiros (GO); Florianópolis (SC); Fortaleza (CE); Foz do Iguaçu (PR); Lençóis Maranhenses (MA); Manaus (AM); Recife (PE); Rio de Janeiro (RJ); Serra do Cipó (MG); Serra dos Órgãos (RJ); Serra Gaúcha (RS); Socorro (SP); e Vale do Alto Ribeira (SP).

O Programa Aventura Segura está dividido em 06 metas:
1. Geração e Disseminação de Conhecimento do Turismo de Aventura
2. Estímulo ao associativismo – a união do Turismo de Aventura
3. Qualificação Profissional - Qualidade e Aperfeiçoamento para Guias e Condutores
4. Qualificação de Empresas – Gestão Segura para o Negócio Turismo de Aventura
5. Subsídio a Certificação – Certificado de segurança para Empresas e Condutores
6. Formação e Capacitação de Grupos Voluntários de Busca e Salvamento (GVBS)

Com isso, ganha o Turismo de Aventura brasileiro, que tem tudo para se estabelecer como uma atividade promissora, e ganha o Brasil, que se tornará um destino à altura do Turismo de Aventura mundial.

Conheça mais detalhes através do site: http://www.abeta.com.br/aventura-segura/    


O que é o Arvorismo?

É uma atividade que oferece aos participantes a possibilidade de percorrer um circuito de habilidades em altura (em forma de pontes), integrando-se com a natureza em locais até então inacessíveis (no nível das copas das árvores).
Existe uma grande variedade de atividades e pontes que podem ser montadas num circuito: pontes pênseis, pontes de troncos (fixos e móveis), travessias com redes, tirolesas, pêndulos e até travessias dinâmicas com bondinhos e cadeirinhas deslizantes.
Além de diferentes maneiras de acesso ao circuito: através de rampas inclinadas (que imitam as pontes e facilitam a subida), estruturas metálicas, escadas, tirolesas e até utilizando Técnica de Ascensão (subida em corda).
As pontes e estruturas basicamente são feitas utilizando cabos de aço, eucaliptos tratados, madeiras diversas (compensados, vigas), cordas, redes e plataformas fixas (usadas para fazer a interligação das pontes).
O principal objetivo do arvorismo é tirar as pessoas do chão e levá-las a um local onde o acesso é restrito, para apreciar a fauna, flora e a paisagem, de uma forma diferente e inusitada.
A prática do arvorismo traz uma visão bem mais abrangente da importância de se preservar as árvores. Sabemos que aquelas árvores jamais serão derrubadas por qualquer outro motivo comercial, já que o arvorismo elevou-as à categoria de grandes estrelas do espetáculo.
O convívio dos praticantes com o meio ambiente ao redor do circuito também é muito importante, principalmente, quando se tratar de sistemas ameaçados (Mata Atlântica, Mangue etc.).
Saber qual o estado da árvore que será utilizada é primordial. As árvores devem estar saudáveis, não apresentando insetos dentro de seus troncos, fungos ou sinal de podridão. Proteger as árvores ao montar o Arvorismo também é muito importante sempre deve colocar proteções nos locais onde corda, cabo de aço ou metais terão contato com a árvore. O intuito do arvorismo é preservar a árvore e não machucá-la.

Equipamentos específicos para prática do Arvorismo:
Todo praticante (usuário do circuito) deve utilizar o E.P.I. (Equipamento de Proteção Individual):
• Cadeirinha, fitas solteiras, mosquetões, capacete e sistema de proteção anti-queda (que pode ser com roldanas ou com peças de encaixe em cabo contínuo – explicado em detalhes abaixo).
• Os monitores do circuito (guias, instrutores e técnicos de altura) utilizam, além destes, outros equipamentos para atender a qualquer necessidade (de resgate, subida, descida e acesso irrestrito ao circuito).
Sistema de proteção anti-quedas:
É o principal sistema de um circuito de arvorismo, que funciona quando o participante escorrega de uma ponte ou plataforma, evitando a queda. Deve ser montado com cabos ou cordas independentes, acima da altura dos ombros dos participantes, e deve possuir sinalização e funcionamento simples e objetivo. Existem basicamente 2 tipos de sistemas de segurança:
• Com roldanas e polias: existem cabos entre as plataformas, e os praticantes passam pelas pontes presos por roldanas. Os próprios participantes trocam as roldanas ao chegar em cada plataforma de interligação, passando para o cabo seguinte, sempre trabalhando com 2 solteiras, evitando ficar solto enquanto faz a troca. Neste sistema o praticante deve estar atento, e quanto mais monitores estiverem operando o circuito melhor será o nível de segurança. Neste caso, se o circuito oferecer um monitor por plataforma, o praticante não precisa se preocupar com este procedimento, sendo realizado pelo monitor.
• Com cabo contínuo: existe um cabo contínuo, sem emendas, passando por todo o percurso. O praticante sai desde o início preso a este cabo por uma peça especial. Em cada plataforma o praticante deve passar esta peça através de um encaixe nos locais onde o cabo está preso. Exige menos atenção do praticante, e menos monitores no circuito. Este sistema ainda é pouco utilizado no Brasil, pela falta de material certificado disponível.

Principais riscos da atividade:
Como toda atividade realizada em altura, o Arvorismo tem como principal risco a queda do participante (que pode ser até o chão, ou queda parcial com impacto forte provocado por pêndulo ou tranco). Utilizando uma montagem correta tecnicamente, equipamentos e procedimentos adequados aliados a um bom sistema de segurança anti-queda, este risco pode ser completamente anulado. A forma com que o equipamento individual (E.P.I.) é colocado no praticante e as instruções sobre procedimentos e segurança também são muito importantes.
Os riscos secundários são pequenos machucados e lesões ao subir na árvore ou mesmo escorregar nas pontes (arranhões ou torção no pé), nada que interfira na integridade física da pessoa. 

Clique e veja mais detalhes sobre a segurança e o código de conduta da atividade.


É possível fazer roteiros de bicicleta?

Sim! A bicicleta (bike) é com certeza um dos meios de locomoção mais conhecida e utilizada em todo o mundo. A criatividade dos ciclistas misturada com a evolução das bikes fez nascer várias modalidades de esportes radicais.
O ciclismo, o mountain-bike e o bmx são algumas das categorias do esporte. O tipo dos equipamentos muda de acordo com as exigências de cada modalidade, mas o princípio é sempre o mesmo: pedalar.
O termo cicloturismo refere-se desde os pequenos passeios de bicicleta até grandes viagens pelo mundo. É uma atividade que une o esporte (ciclismo) com o lazer e o turismo. Através da bicicleta, o praticante pode ter um contato maior com a natureza e a cultura dos locais visitados. O viajante de bicicleta causa uma empatia muito grande, e é sempre bem recebido por onde passa.
O cicloturismo abrange todas as faixas etárias e não exige um condicionamento físico especial, sendo acessível a um grande número de pessoas. Por não ser uma competição, cada um determina seu próprio ritmo e objetivo.
Para obter uma maior interação com o ambiente em que for praticar esta atividade, só utilize caminhos que sejam próprios para bicicleta. Se utilizada em trilhas não apropriadas, a bicicleta pode causar muito impacto. Nunca saia da trilha. Evite freadas bruscas e derrapagens. Sempre que possível, ao invés de trilhas, dê preferência a estradas de terra.
O ambiente envolve não só a natureza, mas as pessoas e suas culturas também: respeite-as. Lembre-se sempre de que você é o visitante, ao passar por alguém diminua a velocidade, cumprimente e seja amigável. Aproveite a empatia e a proximidade que a bicicleta gera para entrar em contato com as pessoas do lugar.
A bicicleta é um veículo silencioso, preste atenção aos sons da natureza. Não perturbe animais e nem recolha plantas. Sempre carregue o lixo que você produzir de volta para casa, inclusive o orgânico. E se quiser, recolha algum lixo que encontrar pelo caminho.

Equipamentos específicos para prática de Biking:
• Bicicleta - escolha o tamanho adequado (existem vários números de quadros, o tamanho mais comum é para pessoas de cerca de 1,70m de altura). Verifique se a bicicleta é adequada para o tipo de terreno onde irá pedalar.O tipo de bicicleta mais versátil é a mountain bike, pois pode ser utilizada tanto no asfalto como em estradas de terra. É importante que a bicicleta tenha passado por uma revisão completa antes do passeio. Recomenda-se também a limpeza e manutenção na volta.
• Capacetes e Luvas próprios para ciclismo - nunca pedale sem estes equipamentos de proteção, mesmo em estradas e trilhas de pouco movimento.
• Caramanholas - as garrafinhas de água presas ao quadro da bicicleta, permitem que você tenha água sempre à mão.
• Acessórios - bolsa de selim ou guidão contendo itens necessários no passeio como: kit de reparo de furos (ou uma câmera reserva), ferramentas básicas, bomba de ar, kit de primeiros socorros, filtro solar e um alimento energético.
Lembre-se também que conforme o Código de Trânsito Brasileiro, são equipamentos de segurança obrigatórios: espelho retrovisor no lado esquerdo do guidão, campainha e sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais.

Principais riscos da atividade:
Os principais riscos do cicloturismo aparecem quando se realiza um percurso de uma dificuldade acima da qual se está preparado em termos físicos ou técnicos. No caso de iniciantes, o maior perigo é uma queda devido à falta de domínio sobre a bicicleta. Antes de sair para um passeio maior, deve-se treinar num local com nível de dificuldade baixo.
Para os mais experientes, o risco está geralmente no excesso de velocidade ou nas manobras arriscadas. Deve-se sempre andar numa velocidade baixa, qualquer que seja a habilidade ou experiência do praticante.
Outros riscos são os acidentes de trânsito. Em estradas de asfalto pedale no acostamento e evite as estradas movimentadas. Jamais pedale na contra-mão. 

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O que é o Bóia-cross?

É o nome dado para a atividade turística de descer rios utilizando-se de uma câmara de ar de caminhão, amarrada de forma a deslizar sobre a água, levando apenas uma pessoa por bóia. A descida do rio é feita em grupo. Porém, não se trata de competição e sim uma ajuda mútua para chegarem todos juntos no final. A única competição é interna, com nossas limitações e emoções pela vida.
O bóia-cross é praticado, deitando-se de bruços sobre a bóia com a cabeça na extremidade frontal e os pés na parte final da bóia, já praticamente dentro da água.
A bóia é amarrada de forma a perder a formato de círculo e ganhar a forma de um oito, isto é, a forma de um pequeno bote de borracha. A amarração ideal é a que não deixa circulação de água no interior da bóia.
Utiliza-se para amarrar a bóia, uma fita ou corda em formato de anéis que apertam as laterais da bóia com um nó único que prensado no meio da bóia depois de cheia, faz com que fique praticamente inacessível e tenha uma melhor eficiência.
Para iniciar-se no bóia-cross, recomenda-se que o visitante procure um guia regional para acompanha-los em suas aventuras pelos rios, pois é uma atividade de aventura e que apresenta muitos riscos para o participante.
Para praticar esta atividade de maneira correta, fique atento aos itens abaixo:
• Encher a bóia o sficiente.
• Fazer duas alças de borracha para carregar a bóia na volta.
• Levar somente máquina fotográfica aquática.
• Levar uma pequena mochila com alimentos energéticos.
• Escolher sempre o caminho na água que tenha mais bolhas de ar.
• Desviar de pedras e galhos batendo a mão.
• Descer o rio pelo menos em três pessoas.
• Nunca descer o rio com chuva e/ou raios, perigo de morte.

Equipamentos específicos para prática do Bóia-Cross:
Bóia: pode variar de tamanho, porém o importante é ser nova e não ter remendos, pois com sol forte ela pode abrir.
Cinto de segurança: na realidade, é uma segurança para que a bóia fique presa a pessoa.
Cordin: é uma corda mais fina (2 mts) que liga a pessoa à bóia e evita a descida rio abaixo numa queda.
Colete: ítem de segurança, pois em alguns trechos existem alguns poços de águas profundas.
Capacete: ítem de segurança, tem como objetivo evitar que o praticante bata a cabeça em pedras.

Principais riscos da atividade:
Poços com águas profundas; pedras no meio do rio; galhos com pontas; troncos de árvores caídas; cerca de arrame farpado; rio muito cheio; falta de luz; frio e hipotermia. Afogamento, em casos extremos.

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Em que consiste o Camping ou Acampamento?

Consiste na atividade de montar um alojamento em áreas verdes com o objetivo de integrar-se à natureza.
Selecionar um local adequado para acampamento é uma das principais decisões na atitude de mínimo impacto e requer bom discernimento.
Em muitos locais existem áreas pré-estabelecidas para acampar. Esses locais são escolhidos e preparados para conter os impactos e poupar as áreas ao redor. Procure sempre utilizar locais que tenham o tamanho adequado para acomodar as barracas de seu grupo sem avançar sobre a vegetação.
Acampe somente em locais pré-estabelecidos, quando existirem. Em qualquer situação, acampe a pelo menos 60 metros da água.
Na falta de locais pré-determinados procurem as áreas com sinais de acampamentos anteriores, como solo compactado, ausência de cobertura vegetal ou vegetação cortada, evitando abrir novas áreas. Em locais de mais fácil acesso e, portanto, mais populares, concentre o uso nas áreas mais degradadas.
Não acampe onde há sinais evidentes de uso do local pela fauna silvestre, como ninhos, dormitórios de pássaros e áreas de alimentação de animais.
Procure utilizar locais onde os solos sejam arenosos ou duros, porque solos úmidos e macios são mais propensos a sofrerem os impactos de um acampamento. Os terrenos úmidos também devem ser evitados devido à rápida formação de lama nos locais mais transitados. Procure acampar sobre rochas planas, sempre que disponíveis. Evite a proximidade de barrancos que poderão desmoronar quando o acampamento for montado ou em conseqüência do pisoteamento de suas bordas.
Em regiões sujeitas a enchentes rápidas e catastróficas, conhecidas como “cabeças d'água”, comuns no sopé de serras e cânions, a distância do acampamento em relação aos rios é um fator de segurança. Mesmo que não seja esse o caso, é prudente manter a sua barraca afastada da água para se evitar surpresas com enchentes súbitas, principalmente, no período mais chuvoso.
O Processo de organização dos equipamentos requer atenção na preparação, pois todos são vitais ao sucesso ou fracasso de uma Expedição. Nada pode faltar.
As mochilas devem ser arrumadas no mínimo 24 horas antes da saída da viagem. Antes de preparar as mochilas, revisar todos os itens. Verificar se há algo quebrado, se as barracas estão com todas as varetas, specks, lona de chão, se está com teto e sobre teto.

Equipamentos específicos para prática do Acampamento ou Camping:

Equipamento Básico - o equipamento é o item mais importante para os praticantes de esportes de aventura, sendo que podemos começar com muito pouco: uma mochila velha, dois cobertores e uma garrafa d’água. Na medida em que as expedições tornarem-se mais ousadas e o gosto pelo esporte justificar maiores investimentos, devemos adquirir o material, um item de cada vez, quando estes forem sendo necessários.
Os primeiros ítens, obrigatórios e indispensáveis são:
Mochila: adquira uma boa mochila com capacidade média de 60 a 75 litros. Evite: mochilas sem armação; barrigueiras finas (25mm ou menos); nylon fino e fraco; costuras simples e sem reforço nas alças. Prefira: mochilas com armação interna e barrigueira; zíper opcional no fundo do saco; de nylon grosso e forte ou cordura, com costuras rebatidas e repespontadas, reforçada nas alças e fitas; alças acolchoadas.
Barraca: é a proteção extra, necessária no pernoite quando há chuva ou frio. Existem vários modelos, desde a canadense, usadas para camping, a iglu, usadas em deslocamentos, etc. Evite: barracas pesadas e volumosas, sem sobre-teto. Prefira: barracas leves, com estrutura de fibra de vidro, mais compactas, que podem ser carregadas dentro da mochila; sobre-teto de nylon resinado; paredes de tela aberta.
Saco de dormir: é imprescindível em pernoites, seja abrigado ou não. Ele ajuda a perder pouco calor corpóreo durante a noite, formando uma camada isolante. Evite: sacos pesados e permeáveis; costuras "frias" (uma camada). Prefira: sacos de fibras sintéticas leves (poliéster); com formato e espaço interno adaptado ao usuário; com costuras "quentes" (duas camadas intercaladas) e com zíper duplo e capuz.
Canivete: Um canivete é sempre útil, em alguns casos até mais do que as facas. Os suíços são os melhores. Escolha um modelo que tenha uma ou duas lâminas, chave de fenda, pinça, abridor de latas e uma lima.

Equipamento essencial - ao levar o equipamento completo, o excursionista fica preparado para qualquer circunstância, mas em alguns casos não é justificável levar tudo para uma caminhada curta ou um passeio secundário no meio da trilha. Nesses casos o equipamento essencial composto pelos 10 essenciais, estatísticamente dá 100% de chance ao seu portador de se safar de qualquer situação possível. O equipamento essencial deve ser levado sempre que o caminhante se afastar mais de 1 hora de sua mochila, dentro de um estojo de cintura ou pochete. Os 10 essenciais são: cantil; bússola; mapa; estojo de Primeiros Socorros; faca; fósforos ou isqueiros; lanterna; roupa extra; alimentos extras; apito.

Equipamento individuais:
• Mochila 75 litros;
• Saco de dormir (específico para cada região e temperatura);
• Barraca;
• Isolante térmico;
• Capa de mochila.
Equipamentos de Cozinha
Itens individuais: copos; pratos; garfos.
Itens coletivos: facas; pegador de panela; jogo de panela; faca; tabua para cortes; sal, óleo, isqueiro, temperos, etc.
Fogareiro: Antes de cada viagem fazer manutenção no fogareiro. Conferir se estão todas as partes reunidas e se tem combustível suficiente para todos os dias. Levar sempre dois fogareiros, um para uso e um reserva.
Equipamento do(s) Guia(s): deve(m) ter seu próprio equipamento, sempre em bom estado e de boa qualidade.
Na mochila de 75 lts.:
• Capa de mochila;
• Barraca;
• Saco de dormir;
• Isolante térmico;
• Bota resistente e impermeável;
• Lanterna de cabeça e uma pequena de mão;
• Calça Impermeável;
• Anorak;
• Jogo de panela;
• Fogareiro c/ combustível;
• Canivete ou faca;
• Cantil (garrafa Pet);
• Radio VHF;
• Tel. Celular;
• Kit de primeiros socorros;
• 10m corda 8,5mm;
• Mosquetões;
• fita tubular;
• Uma tala p/ contusões e fraturas;
• Lona extra;
• Pá para necessidades;
• Kit de Emergência para o reparo de mochilas e Barracas;
• Sacos plásticos sobressalentes, pedaço de arame, um pequeno alicate, fita adesiva (silver tape), pilha, bússola, mapa.

Principais riscos da atividade:
Cuidados com alimentação: as compras devem ser providenciadas com 24 hs de antecedência. Definido o número de clientes e o número de dias da viagem, comprar os alimentos pensando sempre que é melhor sobrar do que faltar. Durante as compras, dar preferência às embalagens plásticas, pois são leves e, quando vazias, são reduzidas a um pequeno volume (e devem ser trazidos de volta). Não levar vidro. Além de pesados, potes de vidro ocupam espaço mesmo estando vazios e podem se quebrar. A alimentação deve ser farta e diversificada.
Cuidados com os equipamentos: informar os clientes sobre cuidados básicos com os equipamentos, para melhor desempenho na viagem, tais como:
• Andar sempre com as mochilas protegidas pela capa;
• Manter a barraca sempre fechada para evitar a entrada de animais peçonhentos;
• Não deixar nada em cima das barracas;
• Não acender velas ou cigarros dentro das barracas;
• À noite, guardar a mochila dentro da barraca. 

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A Canoagem e o caiaque também são considerados atividades de aventura?

Sim. Ambas as atividades, quando praticadas com segurança e responsabilidade, oferecem experiências incríveis ao permitir o acesso a ambientes intocados e paisagens deslumbrantes. A habilidade com a canoa é uma técnica que vem sendo aperfeiçoada por muitos povos, mas o esporte canoagem é recente e tem sua origem na América. A canoagem participou pela primeira vez dos Jogos Olímpicos na Alemanha, em 1936, se mantendo até hoje. No Brasil quem regulamenta o esporte é a CBC (Confederação Brasileira de Canoagem). Ela é a responsável por organizar as competições e determinar os campeões de cada modalidade.
Já, os caiaques são pequenas embarcações a remo desenvolvidas pelos esquimós, há mais de cinco mil anos, tinham como principal função a caça e pesca. Originalmente, eram feitos com ossos de baleia e revestidos com pele de foca. Nos dias de hoje essas magníficas embarcações assumiram um papel diferente em sua história. Silenciosos e não poluentes, os caiaques se tornaram uma ferramenta de trabalho em pesquisas de fauna marinha, sendo utilizados em expedições ambientalistas assim como no ecoturismo. Os caiaques são tão simples que uma pessoa completamente leiga, após algumas orientações básicas, é capaz de se aventurar pelas águas mais remotas do planeta.
O caiaque permite a aproximação silenciosa, (e não poluente) da vida animal, possibilitando imagens impossíveis de serem realizadas de outra embarcação. Além disso, permite navegar em pouquíssima profundidade, até 15cm, o que permite explorar cada recorte da costa, chegando a locais remotos e escondidos.
Os caiaques oceânicos, inventados no Alasca, são ideais para longas expedições e têm excelente capacidade de carga, estabilidade, e resistência.
Pessoas com alguma deficiência física não têm restrições para realizar a atividade, mas é preciso notificar a equipe com antecedência e o médico deve contatá-la para que possam providenciar os meios para o maior conforto e segurança do passageiro.

Equipamentos específicos para praticar Canoagem e Caiaque:
Existem diferentes tipos de material para a canoagem, caiaque e o remo, variando de acordo com cada categoria. Na Slalom, por exemplo, o caiaque tem que ter uma grande resistência além de uma boa hidrodinâmica para enfrentar as descidas. Nessa categoria são utilizados canoas e caiaques. Já na categoria velocidade, a embarcação é feita para conseguir chegar à linha de chegada o mais rápido possível. Os materiais são mais leves e toda a hidrodinâmica é feita pensando na velocidade. Também competem canoas e caiaques.

Principais riscos da atividade:
Afogamento, hipotermia, queda de altura, arranhões, torções e luxações. Outros riscos: pedras no meio do rio, galhos com pontas, troncos de árvores caídas, entre outros.


O que é Canyonismo ou Canionismo?

É um esporte de origem franco-espanhola que consiste na descida esportiva de cânions e gargantas. Tudo começou com a necessidade de transpor obstáculos naturais. Dessas dificuldades foram criadas novas técnicas que possibilitaram aos aventureiros desbravar locais antes inacessíveis. Do prazer de conhecer o novo é que nasceu o canyoning.
A Atividade é muito dinâmica e utiliza-se de diversas técnicas para a sua realização a depender dos obstáculos oferecidos pelo cânion explorado. De acordo com o grau de dificuldade o cânion pode ser uma caminhada leve ou uma atividade esportiva mais completa com a pratica de rapel, saltos, desescalada, passagens em corrimãos, natação, tobogãs, dentre outros. A atividade turística do canionismo tem sido bem divulgada e desenvolvida através de saídas com profissionais experientes que possuem conhecimentos em orientação, socorros, hidrologia e profunda atenção aos aspectos meteorológicos.
Apesar de se ter uma idéia de que o canyoning é apenas uma escalada em cachoeiras, por esta ser a modalidade mais conhecida, o esporte busca explorar de maneira plena os canyons e rios. Ocasiona mínimo impacto, pois a quantidade de praticantes por saída é limitada. Em cânions a atividade é contemplativa e ecológica e parte do princípio que rios limpos são a garantia de um esporte saudável. O canionista executa constantemente em suas descidas a preservação e o respeito ao meio ambiente.

Equipamentos específicos para prática do Canyoning ou Canionismo:
Individuais:
Cadeirinha de segurança (de preferência de Espeleo ou canionismo)
Capacete
Mosquetões
Cabo de segurança (conhecido como solteira ou longe)
Freio de descida (tipo oito)
Roupa de Neoprene (previne hipotermia e mantém o conforto além de permitir uma certa flutuabilidade)
Bota para canionismo ou calçado resistente adequado
Apito, faca, saco estanque (para roupas secas e lanches), mochila para cânions

Equipamentos coletivos:
Ascenders, cordas estáticas, malhas rápidas, kit socorros, fitas de ancoragem.

Principais riscos da atividade:
Os cânions são normalmente locais inóspitos com poucas possibilidades de escape, portanto um dos principais riscos é a cheia dos rios em caso de chuvas fortes, a experiência do guia e a observância dos níveis de dificuldade adequados a cada participante são pré-requisitos para uma atividade segura. Outros riscos: afogamento, queda de altura, arranhões e hipotermia. 

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O que é Cavalgada?

É um passeio a cavalo em grupos, com destino a determinada localidade de beleza natural ou de importância histórico-cultural.
A cavalgada é a única atividade que envolve um animal. Proporciona interação direta com a natureza, visando despertar o conhecimento para a área visitada e o conseqüente estímulo a sua conservação.

Equipamentos específicos para prática da Cavalgada:
Para o cavalo:
Selas, embocaduras, cabeçadas em centenas de variedades, mas sempre compatíveis com o cavaleiro.
Para o cavaleiro:
Botas ou polainas, culotes ou calças jeans e capacete protetor, luva e colete inflável (não obrigatório).

Principais riscos da atividade:
Cortes, arranhões, assaduras e queda do cavalo provocando óbito ou vários tipos de traumatismo. 

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O que são a Escalada e o Montanhismo?

A escalada esportiva é uma prática que utiliza as técnicas e movimentos de montanhismo e que tem como objetivo exigir o máximo de força e concentração do atleta. A técnica, a coragem, a adrenalina, juntamente com a força, são os fatores fazem da Escalada um esporte apaixonante.
O atleta da escalada deve encontrar diferentes soluções para ultrapassar os obstáculos, não importando se está em uma cadeia de famosas montanhas européias ou na parede de uma academia.
Em um grau mais elevado desta prática, está o montanhismo, isto é, a escalada de paredes e montanhas rochosas ou de gelo. Também denominada como uma atividade esportiva que se baseia no ato de atravessar montanhas, com ou sem a utilização de equipamentos. O termo geralmente é confundido com alpinismo, devido às famosas conquistas dos Alpes europeus.
Iniciou-se no final do século XVII com a escalada do Mont Blanc na França. Desde 1910 é praticado no Brasil através das seguintes modalidades: escalada em rocha, que pode ser realizada em grandes paredes denominadas Big Wall, ou em pequenas paredes visando maior dificuldade na rota. A escalada em rocha de pequenas paredes pode ser subdividida em: escalada tradicional e escalada esportiva. Temos ainda a escalada de boulders, onde se escala pequenas blocos de rocha de pouca altura e boa base que possibilitam a escalada sem equipamento de proteção, apenas com o apoio de um parceiro; e a escalada em muro, estruturas artificiais, hoje bastante difundida em espaços urbanos.
Quem pratica o esporte deseja entrar em perfeito contato com a natureza usufruindo tudo o que ela pode oferecer, sem prejudicá-la. Hoje a escalada e o montanhismo vem ganhando cada vez mais espaço entre os esportes, sendo muito procurado principalmente por quem deseja ter um contato maior com a natureza, adotando técnicas de mínimo impacto.

Equipamentos específicos para prática de Escalada e Montanhismo:
Equipamento Pessoal:
Mochila de 35 a 75 litros;
Saco de dormir e barraca para atividades de mais de 1 dia;
Isolante térmico;
Capa de mochila;
Alimentação;
Sapatilha especial;
Capacete com fitas para suporte em três pontos;
Roupas folgadas, de tecidos resistentes leves e de secagem rápida;
Agasalho corta vento e impermeável;
Muda de roupas;
Cantil;
Lanterna com pilhas extras.
Equipamento Coletivo:
Cinto abdominal;
Corda de nylon 100% poliamida, dinâmica, homologada pela UIAA (União Internacional de Associações de Alpinismo);
Aparelho de freio homologado, tipo oito, atc ou similar;
Mosquetões de rosca para o freio e ancoragens;
Mosquetões para costura suficientes para a escalada;
Fitas de nylon para costuras e ancoragens;
Equipamento de proteção móvel, quando necessário;
Cordeletes nylon 100% poliamida para blocantes de emergência;
Kit de Primeiros Socorros.

Principais riscos da atividade:
Grandes quedas, torções, insolação, hipotermia, picadas de insetos e animais peçonhentos;
fortes mudanças climáticas e avalanches. Equipamentos inadequados e práticas de segurança ultrapassadas também podem causar acidentes. 

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O que é Espeleoturismo?

O Espeleoturismo (ou Exploração de Cavernas) é a prática puramente esportiva e recreativa de visitação à cavernas. Trata-se de uma ramificação da prática da espeleologia, que aborda o estudo do meio subterrâneo, abrangendo não apenas a evolução das cavernas e seus ambientes, como também a comunidade biótica e os resquícios arqueológicos neles encontrados, sem prejuízo do desenvolvimento de técnicas de prospecção, exploração e topografia, essenciais ao levantamento do inventário das cavidades naturais subterrâneas e demais técnicas de resgate e mergulho desenvolvidas especificamente nestes ambientes. Explorar enormes salões ricamente ornamentados, se esgueirar por condutos estreitos, ou ainda, descer centenas de metros em seqüências de intermináveis abismos, são algumas das facetas desta atividade cheia de surpresas para quem a pratica. O bom espeleólogo tem que conhecer desde a melhor vestimenta para uma caverna específica até procedimentos complexos de descida e subida por corda para a exploração de abismos.
O meio subterrâneo em geral e as cavernas em particular são ambientes muito frágeis, onde muitas vezes são encontrados animais endêmicos e extremamente especializados que não se adaptam a viver em outros ambientes, razão pela qual o fluxo energético e ecológico destes ambientes é muito peculiar. Além disso, as cavernas são formadas ao longo de milhares de anos, através da atividade corrosiva de água no interior dos espaços rochosos.
Os cuidados específicos para a prática do espeleoturismo dizem respeito, principalmente, à manutenção das inúmeras ornamentações (espeleotemas) existentes no interior das cavernas. Nada deve ser quebrado, pichado ou arranhado em nenhuma hipótese. Todo cuidado é pouco no deslocamento em galerias e salões ricamente ornamentados.
Nas cavernas não retire absolutamente nada, nem mesmo as rochas soltas, e não toque nos espeleotemas – estalactites, estalagmites, etc – para não alterar sua formação e não sujá-los. Não escreva nas rochas e nas árvores sob nenhuma circunstância.

Equipamentos específicos para prática de Exploração de Caverna::
Para cavernas horizontais individuais:
• Capacete com iluminação elétrica ou
• Capacete e 2 lanternas à prova de água com pilha reserva;
• Cinto de segurança para espeleologia;
• Vestimenta (macacão) adequada às condições de umidade e temperatura da caverna;
• Calçado resistente (de preferência bota de cano alto);
• Roupa e agasalho reservas devidamente estocados em sacos plásticos ;
• Cantil com água;
• Alimentos energéticos (barras de cereais, chocolate, por ex.);
• Mochilas de PVC.

Coletivos:
• Pequena corda (20 a 30m);
• Mosquetões;
• Compartimentos a prova d'água;
• Primeiros socorros e cobertor térmico de emergência.

Para cavernas verticais Individuais:
Os equipamentos individuais para cavernas horizontais acima;
• Cadeirinha para espeleologia;
• Peitoral;
• Longe duplo (solteira dupla);
• Mosquetões;
• Descensores;
• Ascensores (blocantes);
• Maillons;
• Estribo.

Coletivos:
• Cordas estáticas;
• Mosquetões diversos;
• Plaquetas para ancoragens artificiais;
• Anéis de fita para ancoragens naturais.

Principais riscos da atividade:
Cheia repentina de rios e córregos que por ventura percorra a caverna devido a chuvas fortes e tempestades. Podem causar afogamento e lesões.
Trechos de forte correntezas dos rios associados principalmente a tetos baixos e passagens estreitas - Podem causar afogamento e lesões.
Hipotermia em cavernas molhadas devido a vestimenta mal adaptada.
Quedas provenientes de trechos de escalada sem a devida segurança.
Quedas provenientes de uso inadequado de técnicas e equipamentos em lances verticais (abismos).
Queda de pedras em lances verticais.
Entalamento em passagens muito estreitas.
Picadas de insetos e animais peçonhentos.
Perda do grupo.

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Qualquer pessoa pode praticar o Mergulho?

Milhares de descobertas realizadas através dos séculos por mergulhadores, além de ajudarem a contar a história do homem, criou um esporte que hoje em dia é muito praticado no mundo todo. O mergulho recreativo SCUBA (Self Contain Under Water Breathing Apparatus ou Equipamento de Mergulho Autônomo) é uma atividade de aventura que pode ser realizada por praticamente todo mundo. Os limites que se impõe são quanto a algumas doenças que o praticante não pode ser portador (como asma e diabetes, por exemplo) e de idade mínima (10 anos). Existem mergulhadores em atividade com mais de 60 anos, inclusive instrutores. Pessoas com deficiência física e mental também podem mergulhar, mas devem procurar um profissional especializado para melhor atendê-los.
Existem algumas modalidades de mergulho:
• Snorkeling – É a modalidade mais difundida de mergulho, os praticantes usam somente equipamentos básicos (máscara, nadadeiras e snorkel). E ficam sempre à linha d'água.
• Free Dive – E a modalidade realmente esportiva do mergulho. Os praticantes utilizam somente o ar dos pulmões e permanecem o maior tempo possível debaixo d'água.
• SCUBA recreacional – É a modalidade SCUBA mais difundida, os praticantes utilizam equipamento de respiração subaquática autônomo e tem limitações de tempo baseadas no consumo do ar e também em tabelas de mergulho. O limite máximo de profundidade para esta modalidade é de 40 metros e só pode ser praticado em águas abertas. Por ser necessário um treinamento obrigatório e obter ótimas estruturas para operação turística de mergulho, esta modalidade tem ótimos índices de segurança.
• Mergulho Técnico – É a modalidade que abrange as áreas que ficam fora dos limites do mergulho recreativo, vão abaixo de 40 metros, utilizam misturas gasosas diferentes do ar, vão a ambientes com teto (cavernas e naufrágios) e podem ficar fora dos limites não descompressivos das tabelas fazendo paradas para descompressão.
• Mergulho Profissional – Nesta atividade o objetivo do mergulhador deixa de ser de lazer/turístico e passa a ser uma atividade profissional como, por exemplo, os mergulhadores de exploração de petróleo. Para saber mais sobre esta modalidade deve se entrar em contato com as entidades de ensino de mergulho profissional.
Mergulhadores bem treinados e conscientes de sua relação com o meio submarino são praticamente inofensivos ao ambiente, pois não têm contato com o fundo, não retiram nada do mar, não deixam nada no mar e não desrespeitam os animais. Os profissionais de mergulho são treinados para passar esta noção de respeito à natureza. As escolas e certificadoras de mergulho se organizam em eventos para a limpeza de pontos de mergulho por todo o mundo, e os mergulhadores se tornam amantes da natureza lutando por sua preservação.
Existem cursos de mergulho específicos para o correto trato do mergulhador com o ambiente, mas, desde o primeiro contato com o mar, o instrutor já vai orientá-lo a se posicionar corretamente, a não tocar no fundo e a não interferir no meio.
Tornar-se um mergulhador é se tornar um fiscal dos mares. Depois do curso de mergulho a relação pessoal que se tem com o mar faz com que todos se preocupem muito mais com a preservação ambiental.
Pessoas com alguma deficiência física não têm restrições para realizar a atividade, mas é preciso notificar a equipe com antecedência e o médico deve contatá-la para que possam providenciar os meios para o maior conforto e segurança do passageiro.

Equipamentos específicos para prática de Mergulho:
Os equipamentos de mergulho são distintos para as modalidades a serem executadas. Vamos falar somente dos equipamentos para mergulho livre (Snorkeling e Free Dive) e os SCUBA recreativos.
Mergulho Livre
• Máscara
• Snorkel
• Nadadeiras
• Roupa de proteção
• Cinto de lastro

Mergulho SCUBA recreativo
Visando a segurança do mergulhador, alguns equipamentos SCUBA são de uso OBRIGATÓRIO. Vamos marcar estes com OBRIGATÓRIO. Vamos marcar estes com um *.
• Mascara
• Snorkel
• Nadadeiras
• Roupa de proteção
• Cinto de lastro
• Cilindros de alta pressão
• Regulador
• Octopus * (regulador reserva) • Colete equilibrador *
• Manômetro*
• Profundímetro*
Existem vários outros equipamentos utilizados em mergulho SCUBA, para saber mais sobre estes entre em contato com o seu instrutor de mergulho.

Principais riscos da atividade:
No mergulho recreativo, os riscos são bem pequenos quando se tem o treinamento adequado e a atitude correta. Saber gerenciar os riscos da atividade é uma das principais características de um mergulhador. A evolução dos equipamentos e das técnicas vem ajudando a atividade a manter excelentes recordes de segurança. Dentre os principais riscos: doença descompressiva, afogamento, hipotermia, perda em correnteza, entre outros.
O mais importante a frisar em relação aos riscos da atividade, é que sem o treinamento adequado não se deve mergulhar. Não mergulhe além dos limites para que recebeu treinamento, não mergulhe sem equipamento de segurança obrigatório e nunca mergulhe sozinho. Seguindo estas regras o mergulho será uma atividade extremamente prazerosa e relaxante. 

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O que é Birdwatching?

É a prática de observação de aves que envolve milhões de pessoas em todo o mundo. Nenhum outro grupo de animal silvestre exerce maior atração sobre as pessoas, para sua simples contemplação. Certamente algumas qualidades notáveis das aves são responsáveis por isto, como: sua capacidade de vôo, invejada pelo homem por centenas de anos; seu colorido, muitas vezes impossível de ser retratado numa pintura, já que algumas cores são decorrentes de iridescências devidas à própria estrutura das penas; seu canto, melodioso e agradável ao ouvido humano. Além disto, a grande agilidade das aves, podendo ser vistas voando a grandes alturas ou sobrevoando ondas em alto mar, nos desertos mais áridos e no inóspito inverno antártico, nos jardins e quintais de nossas casas.
Uma prática de observação "caseira" das aves é o wildlife gardening, chamada em nosso meio de "atração de aves" ou "jardim ecológico", que consiste em instalar nos jardins e quintais, comedouros com alimentos para aves, bebedouros com água açucarada para beija-flores, fontes diversas de água, como bacias, pequenos lagos e caixas que servem de locais para as aves fazerem ninhos. Além disto, o plantio de espécies vegetais atrativas para aves.
A observação e reconhecimento das espécies de aves podem ser feitos, em grande parte, pela sua simples visualização e escuta. Prova disto é que muitos moradores das áreas rurais são grandes conhecedores das aves de sua região. Mas o uso de diversos equipamentos poderá ser muito útil. Tudo dependerá do maior ou menor interesse pela observação e aprofundamento em suas técnicas. Há os que se contentam simplesmente em observar aves que frequentam seus jardins e quintais. Outros aproveitam viagens ou passeios em clubes de campo, sítios e fazendas para observarem as aves. Por fim, há aqueles que transformam a observação de aves em verdadeiros hobbies, dedicando grande parte de seu tempo nesta atividade. Alguns se destacam tanto no conhecimento das aves e da ornitologia que podem ser chamados de ornitólogos amadores ou auto-didatas, podendo dar grandes contribuições a esta ciência, mesmo não tendo se formado em biologia ou ciências afins. A intensa participação de leigos na prática da observação de aves levou um ornitólogo norte-americano a definir a ornitologia como "uma curiosa mistura de um passatempo popular com uma ciência precisa".

Equipamentos específicos para prática da Observação de aves:
Um binóculo é importante. Os demais ítens assemelham-se à caminhada.

Principais cuidados com a atividade:
Para a prática de observação "caseira" das aves, recomenda-se que os bebedouros sejam bem lavados com bastante frequência, de preferência diariamente. Fontes de água para as aves deverão ser instaladas com grandes cuidados pelo fato de poderem ser criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela.
Outro problema, também evitável, é nas casas onde existem grandes vidraças. Por refletirem o espaço externo, as aves se confundem e colidem com o vidro, acidentando-se e muitas vezes morrendo. A solução encontrada é colar figuras de falcões nestes vidros. Por serem predadores de pássaros menores, estes, ao vê-los, desviam suas rotas de vôo. 


O que é Off-Road?

O Off-Road é um esporte que mistura a adrenalina da velocidade e o contato com a natureza. Essa combinação atrai cada vez mais adeptos e a evolução das competições e da organização tem proporcionado um grande crescimento.
Mas o off-road, que é utilizado como esporte e terapia pelos praticantes, nasceu de uma necessidade de guerra. Os primeiros veículos foram criados durante a 2ª Guerra Mundial com o objetivo de penetrar em locais de difícil acesso.
Hoje em dia já existem outras categorias que disputam o off-road, como é o caso das motos e caminhões.
Embora também praticadas através do uso de veículos 4x2, buggies e motocicletas, convencionou-se chamar de expedições off road ou fora-de-estrada aquelas viagens mais ou menos longas, realizadas a bordo de veículos com tração nas 4 rodas por ambientes naturais tais como: trilhas, praias, desertos, dunas, estradas de terra, ou seja, por caminhos alternativos de acesso muito difícil ou mesmo impossível para o tráfego de veículos convencionais.
Em nosso país, além das expedições ou roteiros turísticos longos, com seus obstáculos, atrativos naturais e culturais únicos, (e que de outra forma não seriam acessíveis ao turista), são também realizados passeios fora-de-estrada curtos de 1 dia, surgindo mais como transporte de apoio privilegiado para a realização de outras atividades.
Enquanto atividade motorizada, as expedições fora-de-estrada são uma das atividades off-road mais impactantes ao meio ambiente. Por isso, alguns cuidados extras devem ser tomados de forma a minimizar a presença dos jipes, tais como:
• não deixar lixo na trilha;
• trafegar com velocidade reduzida nas trilhas;
• não interferir negativamente no cotidiano dos moradores das pequenas localidades visitadas, evitando-se ruídos elevados ou provocar distúrbios diversos.

Equipamentos específicos para a prática do Off-Road:
Coletivos: jipes em bom estado de conservação, segurados e vistoriados pelo DETRAN, INMETRO e MTur / EMBRATUR.
Equipamentos do Condutor: uniforme que o identifique como tal; telefone celular.
Equipamentos do Passageiro: não é necessário o uso de equipamentos, a não ser o cinto de segurança dentro do veículo.

Principais riscos da atividade:
Em expedições, o risco maior acontece quando a viagem se desenrola por rodovias, principalmente naqueles trechos mais afastados dos centros urbanos, devido a presença eventual de animais na pista e pelo próprio risco inerente de trafegar nas estradas brasileiras (buracos na pista, insegurança, motoristas imprudentes etc).
Assim, podemos enumerar alguns riscos que existem nas expedições fora-deestrada, tais como: quebra do veículo em área afastada de apoio mecânico; atolagens em praias ou em travessia de rios a beira-mar onde é grande o risco do veículo ser “levado” pela maré; travessia de balsas artesanais; animais grandes cruzando ou “passeando” nas estradas; excesso de passageiros e viagem à noite. 

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Em que consiste o Rafting?

Consiste em descer rios sobre botes infláveis tomando-se o cuidado de desviar de pedras e outros obstáculos. Foi na década de 50 que com a evolução e popularização dos botes de borracha que o rafting tomou impulso comercial, principalmente nos Estados Unidos. Somente na década de 80 desenvolveu-se um bote com sistema auto escoante, isto é, toda água que entra por cima, sai automaticamente, por furos existentes nas laterais do fundo (este, sendo inflável, permanece sempre mais alto que o nível da água).
Este esporte vem sendo praticado no Brasil há 12 anos, e tem aumentado sua procura com a onda do turismo ecológico. No Brasil, os primeiros botes para corredeira foram utilizados nos rios Paraíba do Sul e Paraibuna, em Três Rios (RJ). Quem trouxe a idéia foi à empresa TY-Y Expedições, no início da década de 80. Atualmente, existem mais de 20 empresas operando rafting em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Tocantins, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Um esporte que mistura adrenalina com segurança, e que pode ser praticado por qualquer pessoa a partir dos sete anos de idade, tem seu grau de dificuldade classificado pelas corredeiras dos rios e do regime de chuvas na Região.
Existem vários graus de dificuldade. Os rios seguem uma classificação básica, de acordo com o nível das corredeiras e obstáculos. Os iniciantes começam pelas classes I, II e III; os mais experientes partem para as classes IV e V – rios de nível para competição e expedições. O nível da água, no dia, pode aumentar ou diminuir a classe das corredeiras. O primeiro relato de uma experiência de rafting vem de 1869, quando um americano organizou uma expedição a bordo de barcos com remo central no rio Colorado (EUA) – sem técnica, sem barco flexível e com vários problemas de capotamento.
Hoje, o rafting proporciona o contato com a natureza e, para muitos, funciona como terapia anti-stress, além de demonstrar a importância do trabalho em grupo. A maioria dos roteiros é em lugares de mata preservada ou em reservas ecológicas.
A duração do rafting varia de acordo com o percurso e o grau de dificuldade dos rios, podendo variar de algumas horas até dias, o que garante diversão para as famílias e profissionais da área.

Equipamentos específicos para prática de Rafting:
O bote tem de estar de acordo com os objetivos do grupo. Com características diferentes, os vários tipos de bote possibilitam ao grupo escolher qual o modelo mais indicado para cada tipo de corredeira. Ele é feito de um material resistente, o hypalon. Esse tecido é uma mistura de fibra de poliéster e neoprene. O tamanho varia entre 3,65m até 5,50m. Quanto maior o tamanho do bote melhor a estabilidade.
Os ítens de segurança fundamentais no rafting são:
Colete salva-vidas: deve ser aprovado para uso em rafting/canoagem pelo órgão competente do país de origem de sua produção. Apresentar flutuação adequada para a classe de corredeira e peso do praticante (corredeiras de classe IV e V exigem um colete com flutuação extra, denominado "classe V").
Capacete: deve ter ajuste para o tamanho da cabeça do praticante; ter proteção para as orelhas; possuir furos para permitir fluxo de água; ter fita de fixação.
Se a empresa oferecer tudo isso, além de instrutores experientes para acompanhá-lo no passeio, está aprovada.
Os remos utilizados devem ser os mais leves e resistentes possíveis. O comprimento dos remos é de 60 polegadas. Outro ítem fundamental é o cabo de resgate, que é uma corda elástica com aproximadamente 20 metros.

Principais riscos da atividade:
Afogamento, hipotermia, queda de altura, arranhões, torções e luxações. Outros riscos: pedras no meio do rio, galhos com pontas, troncos de árvores caídas, entre outros.
Segurança é um item imprescindível em qualquer atividade esportiva. E no caso dos em esportes radicais, ela é essencial para garantir boas aventuras.
A primeira providência é obter informações sobre algumas operadoras. Você deve pesquisar sobre o tempo de experiência da operadora de rafting e quais os equipamentos que utiliza – os ítens básicos de segurança. Todos os equipamentos devem estar certificados pelo órgão oficial que aprova a qualidade do produto. Já que é um esporte de risco, é importante, também, que você dê atenção especial aos instrutores. Se eles têm formação em técnicas de rafting, resgate em rio e pronto-socorrismo, além de experiência em descidas comerciais.
Todos os integrantes devem receber um colete salva-vidas e um capacete, e os botes devem carregar um cabo de resgate acoplado, além de um kit de primeiros socorros completo. 

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O que é Rapel?

É uma técnica de descida que o praticante utiliza para transpor obstáculos como prédios, paredões, cachoeiras, entre outros, com o uso de cordas ou cabos.
O termo “rappel” vem do francês e significa trazer e recuperar. Apesar de não se saber exatamente quando a técnica foi criada, ela foi utilizada por espeleólogos, que usavam desse recurso para explorar cavernas.
Existe uma grande discussão sobre se o rapel é um esporte ou apenas uma técnica. Os que acreditam se tratar de um esporte, se incomodam com o fato de ser uma atividade divertida e que é utilizada sem outros fins, apenas por diversão. Já os que acreditam se tratar de uma técnica, geralmente a utilizam como um meio de realizar outra modalidade, outro esporte ou mesmo a trabalho.

Equipamentos específicos para prática do Rapel:
Cordas ou Cabos - as cordas mais utilizadas em montanhismo, rapel e canyoning são fabricadas com fibras sintéticas, como nylon e perlon, devido a alta resistência e elasticidade. A maioria das cordas usadas é estrangeiras, com o selo oficial da UIAA - Union Internacionale d`Associations d`Alpinisme, que é uma entidade mundial que realiza rigorosos testes de segurança em equipamentos de escalada. Ao adquirir este equipamento, procure orientação de pessoas especializadas e competentes. Evite cordas nacionais, pela baixa qualidade e ausência de testes que garantem a segurança.
Cadeirinha ou Boudrier - trata-se de uma "cadeira" de fitas de nylon que distribui a tensão causada pelo peso do corpo na cintura (região lombar da coluna) e virilha (região proximal da coxa). Existem vários modelos, mas as diferenças não são tão significativas, como controle de ajuste nas coxas, tamanhos, etc.
Mosquetões - são elos de duralumínio ou aço, com fecho de mola, usado no encaixe de outros equipamentos (cordas, alças de fita, oito, baudrier, etc). Peça importantíssima e prática para sistemas de segurança, descidas e ancoragens.
Aparelhos Descensores - oitos, podem ser devários modelos diferentes, é um aparelho fabricado em duralumínio ou aço, que pode ser usado em sistemas de segurança e em descidas pela corda.
Stop - aparelho que freia a descida do escalador, proporcionando baixa velocidade e permite a parada total em qualquer ponto da corda sem o uso das mãos.
Capacete - uso optativo embora seja certo que o mesmo contribui na prevenção de acidentes sérios, protegendo o escalador de objetos cadentes ou numa queda. Muito semelhante ao capacete de ciclismo, leve, ajustados à cabeça e forrados com espuma.
Cantil - sua reserva de água sempre à mão. A capacidade de um litro é a mais usual e satisfaz plenamente na maioria dos casos. Prefira: cantis de plástico grosso, com tampa de rosca e com capa para carregar à cintura.
Calçados Apropriados - A melhor maneira de escolher um calçado é experimentá-lo na loja, já com o número de meias que se pretende usar e testá-lo, andando, abaixando, saltando, etc. Amacie o calçado antes de ir para a trilha. Evite: coturnos e botas militares; sapatos comuns, sandálias e saltos altos; calçados rígidos ou moles demais; caminhar com calçados novos. Prefira: solas espessas anti-derrapantes; mais os leves do que os pesados; com acolchoamentos e amortecimentos; meio-cano (tipo basquete).
Estojo de Primeiros Socorros - imprescindível nas expedições, um estojo individual, compacto e simples, para socorros em acidentes comuns - cortes, escoriações, bolhas e pequenas indisposições na trilha - deve conter os seguintes itens: antisséptico (Mertiolate); compressas de gaze (cortadas); cotonetes; tesoura; pinça; agulha de injeção (bolhas e espinhos); curativos (band-aid); esparadrapo; atadura de crepe; antitérmico; analgésico; antiespasmódico; antialérgico (pomada e comprimidos); antiácido; vaselina; repelente de insetos; protetor labial; protetor solar; outros medicamentos pessoais.
Equipamento Complementar - se você é daqueles que já adotou um esporte de aventura como seu "hobbye", justifica-se o investimento em ítens complementares, para seu melhor conforto e segurança.
• Estojo de Cintura - muito útil em pequenas excursões ou para carregar objetos pequenos que devem estar sempre à mão. Deve ser confortável, com cinto mais ou menos largo.
• Bússola e Mapa da Região - aprender a utilizar bússola e mapa é uma habilidade extremamente necessária aos aventureiros. Os mapas, de preferência topográficos (IBGE), devem ser consultados antes mesmo de se arrumar seu equipamento para a expedição, pois nos dão inúmeros detalhes invisíveis aos olhos. Quanto à bússola, temos vários modelos e tipos, desde as de lata ou plástico, com uma agulha imantada e um mostrador com a rosa dos ventos até as importadas, com caixa líquida, fenda e retículo de visada, transferidor e régua de acrílico, etc. Prefira as que possuem mais recursos de orientação.
• Lanterna - não precisa ser muito volumosa nem potente. É preferível que seja à prova d`água.

Principais riscos da atividade:
Quedas, torções, arranhões. Equipamentos inadequados e práticas de segurança ultrapassadas também podem causar acidentes, inclusive óbitos.

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O que é Tirolesa?

Trata-se de um tipo de técnica usada para transpor as pessoas entre um ponto e outro, em diferentes alturas, fixando-se cabos-de-aço ou cordas entre eles. Para praticar basta escorregar por um cabo de aço preso a uma polia, sendo que o praticante usa uma cadeirinha de rapel.
Criada pela necessidade de locomover-se através de vales e montanhas, a tirolesa foi desenvolvida por questão de sobrevivência, motivo que levou militares e equipes de salvamento a utilizá-la como técnica em suas operações. Hoje, a tirolesa já faz parte da extensa lista de esportes de aventura. Sozinha ou praticada em conjunto com outras modalidades como o montanhismo e o arvorismo, a tirolesa vem conquistando pessoas de todas as idades.
Devido à facilidade, o prazer e a segurança, empregada pela utilização da tecnologia em seus equipamentos, é comum chegar a um pólo ecoturístico e encontrar pessoas “escorregando” em cabos sobre rios, cachoeiras e lagos.
Basicamente, podemos citar duas modalidades da tirolesa. A primeira podendo ser utilizada entre prédios e penhascos, onde a pessoa emprega a própria força através dos braços para se locomover através do cabo e a segunda onde o praticante utiliza o peso do corpo aliado a uma inclinação do cabo para atingir a outra ponta da ancoragem.

Equipamentos específicos para prática de Tirolesa:
Dependendo da altura é necessário o uso de equipamentos de escaldada como o mosquetão - elo de metal, além de cadeirinha, peitoral e cordas apropriadas.

Principais riscos da atividade:
Quedas, torções, arranhões. Equipamentos inadequados e práticas de segurança ultrapassadas também podem causar acidentes.

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Em que consiste o Trekking?

Caminhar por trilhas naturais, desfrutando do contato com a natureza e, ainda por cima, cercado de belas paisagens em locais pouco conhecidos. Quem pratica o trekking ou Caminhada, tem essa oportunidade, e esse é sem dúvidas o principal motivo que faz do esporte um dos que mais cresce.
Os praticantes da modalidade aliam o prazer em contemplar a natureza com os benefícios da atividade física, tentando fugir do stress do dia-a-dia. Os percursos podem ser curtos ou longos, importando apenas o prazer em caminhar.
O baixo custo da atividade, aliado com os vários níveis de dificuldades, proporciona ao praticante toda a segurança necessária e, é um dos principais motivos para o desenvolvimento do esporte.
Atividade em ambientes naturais, com diversos graus de dificuldade, buscando a contemplação e superação dos limites pessoais, as caminhadas podem ser guiadas, ou autoguiadas.A caminhada pode ser realizada por qualquer pessoa, em qualquer idade e deve estar sempre acompanhada de alguma motivação, seja física ou psíquica. Podemos classificar a atividade em:
Caminhada curta (hiking)
Pequenas caminhadas contemplativas, com grau de dificuldade leve, de um dia de duração, onde o ponto de partida e de chegada geralmente é o mesmo. O pernoite é feito em pousadas ou hotéis e usa-se uma estrutura pré-determinada para alimentação e transporte do grupo, caso haja necessidade;
Caminhada de Travessia (trekking)
Caminhadas longas, entre dois pontos, onde o objetivo é atingir o local proposto, podendo durar vários dias, geralmente utilizando-se de acampamentos. Todo o equipamento de acampamento deve ser levado p e l o grupo ou por uma equipe de apoio;
Caminhada de Regularidade
Percurso pré-determinado, não conhecido pelos participantes, onde o que importa é manter-se no percurso correto e realizá-lo no tempo determinado, utilizando planilhas com velocidades médias, distâncias e símbolo-referência.
Caminhada de Velocidade
Utiliza cartas de navegação e bússola, determinando-se antecipadamente onde estão localizados os postos de controle (PCs). O objetivo é alcançá-los no menor tempo possível, desde que seja observada a ordem dos postos de controle, que devem ser seguidos cronologicamente. Esta prática é a mesma usada na atividade de orientação.

A caminhada é uma atividade que possibilita a interação direta com a natureza. Evite, durante a caminhada e nos pontos de parada, fazer barulho. Tente prestar mais atenção aos ruídos das matas, do canto dos pássaros, enfim, exercite o silêncio e ouça os sons da natureza.
Evite causar movimentos de terra nas trilhas, use calçados leves e coloque pedras nos charcos ou lamaçais. Não abra trilhas paralelas quando a trilha principal não oferecer boas condições, pois logo as variantes estarão igualmente ruins.

Equipamentos específicos para prática da Caminhada:
Os equipamentos necessários para percorrer trilhas curtas são basicamente equipamentos de uso pessoal, cantil e alimentação para um dia. O importante é utilizar acessórios que ofereçam resistência, durabilidade e conforto, principalmente aos pés. O praticante deve optar por calçados leves, que permitam a respiração da pele e tenha solado capaz de tracionar em qualquer tipo de terreno. No caso de caminhadas mais longas, também são indicadas botas, que protegem o tornozelo, reforçam o calcanhar e o bico do pé.
Caminhadas mais longas necessitam de uma quantidade maior de roupas (no mínimo duas trocas inteiras), material para cozinha, lanternas, fogareiro, barraca, saco de dormir, bússola, canivete, muita água, boné, protetor solar, repelente de insetos, kit de primeiros socorros, tênis ou bota para caminhada. É indicado também levar cerca de 10 metros de corda de 10 a 15 mm de espessura.

Principais riscos da atividade:
Os principais riscos são quedas, fraturas, luxações, picadas de insetos e animais peçonhentos.
A atividade não é indicada para pessoas sedentárias ou com pouco condicionamento físico. O praticante deve controlar a temperatura do corpo para evitar hipotermia. Também deve conhecer o mapa do local a ser explorado para evitar se perder durante a trilha. 

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O Balonismo também é considerado uma atividade de aventura?

Sim. A eterna vontade do homem de conquistar o céu ganhou força e hoje em dia é uma realidade. O verdadeiro nascimento do balonismo aconteceu quando dois irmãos franceses, Etiene e Joseph Montgofier, em 1783, realizaram o primeiro teste com um balão. O teste foi um sucesso e a partir daí novos vôos foram programados.
Toda a evolução das técnicas de vôo fez com que a utilização do balão ficasse segura e, quem quer se aventurar tem toda a certeza de que vai apenas curtir o passeio, sem nenhum risco.
O número de pessoas que cabem em um balão irá variar de acordo com o seu tamanho. Há vários tamanhos de balões para 1 pessoa até 32 passageiros, mas normalmente um balão de 2.500 m3 para 3 a 4 pessoas tem 29 m de altura e 22 m de diâmetro. Com este tamanho, o balão tem autonomia de combustível de 2:00 horas. Se desejar um vôo mais prolongado, basta diminuir o número de passageiros e aumentamos a quantidade de combustível.
A maior parte do tempo de vôo, estar-se-á de 30 a 50 metros, pois é uma altura mais contemplativa das paisagens. Entretanto, se o teto permitir até 500 metros onde temos uma panorâmica geral da região, em dia de céu limpo pode-se ver a uma distância de 100 km.
Um balão pode chegar a grandes altitudes, porém, os vôos acontecem geralmente entre 300 metros e 500 metros, onde é possível apreciar melhor as paisagens acima de 4.000 metros por imposição de legislação somente com equipamentos especiais.
A velocidade do balão é a mesma velocidade do vento, porém se a velocidade for maior que 10 Knts (18 Km/h) somente pilotos com muita experiência decolam e nunca com passageiros a bordo. No balão o piloto tem um perfeito controle vertical (subida e descida), porém na horizontal ele irá de acordo com os ventos. O segredo é escolher uma altitude que tenha vento na direção desejada e navegar pelas várias altitudes, em que, teoricamente, encontrará ventos cruzados.
Para iniciar a prática do balonismo como profissional e piloto é preciso começar como Observes (juiz auxiliar de provas), colaborador na Ass. Brasileira de Balonismo ou participar de uma equipe. Uma equipe é composta de 4 pessoas: 1 motorista de resgate, 2 ajudantes que fazem as funções de navegador e 1co-piloto. Para tanto, é necessário, inicialmente, de um atestado médico que comprove a saúde; freqüentar um curso teórico e ter 16 horas de vôo livre. Após essa primeira etapa, passará por um exame com um checador oficial do D.A.C e, se aprovado, poderá sair voando.
Voar por si só já é maravilhoso, ainda mais quando agregado a isso está o enorme prazer de interagir com o espaço e com o meio ambiente. Voar por cima de montanhas, vales, rios, árvores, vendo o mundo de um ângulo todo novo. Os locais de vôo são em geral em topos de montanhas, portanto áreas de preservação ambiental.


Equipamentos específicos para prática do Vôo de Balão ou Balonismo:
Roupas apropriadas - os passageiros devem vestir-se confortavelmente como se fossem a uma caminhada no campo, sapatos esportivos, agasalho, bermudas, calças jeans, mas desaconselhamos o uso de calçados abertos tipo sandália, pois a relva da manhã estará molhada causando algum desconforto também não é necessário bolsas, carteiras, que só poderão trazer preocupação e poderão ser deixadas em segurança com nossa equipe de terra.
Combustível utilizado - o combustível do balão a ar quente é o Propano (C3 H8), um dos componentes do gás de cozinha (GLP) e pode ser adquirido nas companhias de gás.

Principais riscos da atividade:
As estatísticas indicam que o vôo de balão é mais seguro que andar de carro, e as organizações internacionais de segurança aérea indicam o esporte do balonismo como sendo o mais seguro dos esportes aéreos, no Brasil nunca foi registrado um acidente fatal.
Não é preciso tomar remédios para enjôos, pois nunca perderá a referência do horizonte e o balão não balança. Também não recomendamos este automedicamento para a prática deste esporte, pois pode causar sonolência e o passageiro acabar não apreciando o passeio por completo.
É preciso mantendo o balão em bom estado e não exceder seu limite de carga e temperatura. Desta forma, ele nunca furará. Mas se acontecer, o balão suporta pequenos furos de até 25 cm. principalmente se for abaixo da linha do equador. Um acúmulo de furos acarretará perda de ar quente diminuindo a velocidade de subida e a autonomia, com um aumento de consumo de gás.
Embora não haja indícios de pessoas que tenham passado mal em um vôo de balão, caso isso venha a acontecer, o procedimento é pousar imediatamente (menos de 3 minutos), pois o balão não necessita de campo de pouso e pousa quase que verticalmente em espaços bem restritos, e a equipe de terra que acompanha o vôo visualmente e via rádio estaria presente ao pouso podendo transportar o passageiro imediatamente e providenciar as medidas cabíveis.
Caso o balão venha pegar fogo, o primeiro painel do balão que fica próximo ao maçarico é de nomex, o mesmo material usado nos macacões dos pilotos de formula 1 e roupas dos bombeiros, o nylon do balão tem uma camada de impermeabilizante com uma resina anti-chama isto é derrete mas a chama não propaga, e para completa segurança o balão é equipado com extintor de Hallon, muito eficiente.
O vôo de balão é recomendado para crianças acima de 8 anos somente com autorização e presença dos pais no local.
Pessoas com alguma deficiência física não têm restrições para voar, mas é preciso notificar a equipe com antecedência e o médico deve contata-la para que possam providenciar os meios para o maior conforto e segurança do passageiro.
Clique e veja mais detalhes sobre a segurança e o código de conduta da atividade.

O que mais pode ser considerado como o diferencial do Ecoturismo?

As visitas às comunidades locais. O objetivo desta vivência é proporcionar a troca de experiências entre o participante e a comunidade receptora (ribeirinha, cabocla e/ou indígena), no intuito de repartir os saberes de todos os envolvidos. A idéia de oferecer esta oportunidade de interagir com a população local surgiu de duas maneiras. De um lado, houve interesse por parte dos próprios turistas de conhecer tanto a população quanto o seu modo de vida. De outro, houve interesse da população local em ter contato com os visitantes, entendendo que se beneficiaria com a troca de experiências e venda de produtos, caso confeccione algum artesanato local.
A interação ecoturista-população local traz muitas vantagens, entretanto é necessário estar atento a uma série de observações a fim de se evitar um impacto social negativo proveniente destas visitas.
Sempre que houver algum contato com a população local, trate-os com respeito. Respeite também seus hábitos e crenças; lembre-se que você é o estranho. Cada cultura tem o seu valor, respeite e faça com que seu grupo admire e compreenda símbolos, costumes e tradições.
Respeitem a privacidade dos habitantes e não entrem em suas residências. Lembrem-se sempre de pedir permissão para tirar fotos ou filmar algo ou alguém que você ache interessante. Especialmente se tratando de crianças, apenas a permissão delas não é o bastante, é necessário perguntar aos pais. Lembramos que não há regras pré-determinadas, o bom-senso pode orientá-lo durante sua visita.
Para esta atividade, o único “equipamento” necessário é a vontade em interagir com novas culturas, e o principal “risco” que você se apaixone pela atividade e queira praticá-la sempre.

Fonte: www.feriasvivas.org.br