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Trekking Jhomolhari - 12 dias

Kathmandu, Thimpu, Paro, Shana, Soi Thangthangkha, Jangothang, Dumzo, Thomgbushong, Gunitsawa

Isolado entre a China e a Índia, encravado na Cordilheira do Himalaia e praticamente escondido do mundo, o Butão é um país único. Sua população de 750.000 habitantes vive em completa harmonia com a natureza e possui uma identidade singular, derivada de um rico patrimônio religioso e cultural. Acredita-se que seu nome seja derivado do sânscrito "Bhotant", que significa "O final do Tibet", ou "Bhu-uttan", que significa "Terra Alta". Historicamente, porém, seu povo se refere ao país como "The Land of the Thunder Dragon - A Terra do Dragão Trovejante". Apesar de pouco desenvolvido no ponto de vista moderno e capitalista, ou talvez justamente por isso, o Butão foi avaliado em 2006 como o oitavo país mais feliz do mundo. Em substituição ao PIB - Produto Interno Bruto, possui como índice oficial norteador dos rumos do país o FIB (Felicidade Interna Bruta), criado em 1972 pelo rei Jigme Wangchuck, a fim de construir uma economia adaptada à cultura do seu povo, ou seja, inteiramente baseada nos valores espirituais budistas. O povo butanês é tão ferozmente protetor de sua cultura e suas tradições, que o turismo é adaptado para manter intactos os seus interesses. O país controla o numero de turistas que o visita por ano, para poder realmente preservar suas florestas, vales, montanhas e todo o modo de vida da sua população. Em 2010 apenas 27 mil turistas tiveram o privilégio de ter o visto do Butão carimbado em seus passaportes! Além de sua rica herança cultural, o Butão oferece ao seu visitante uma deslumbrante beleza natural, monastérios impressionantes, encantadoras casas de madeira, artes, artesanato e, claro, grande quantidade de felicidade. Este roteiro inclui visita as 3 principais cidades do país - Paro, única cidade com aeroporto e moradia de um dos monastérios mais inusitados e exóticos do mundo; Thimpu, capital e maior cidade do país e Punakha, antiga capital na região central do Butão. A partir daí a viagem parte para a travessia da rota Jhomolhari, uma das mais belas do país. O percurso todo é realizado na borda oeste do país e atravessa florestas de rododendros, terraços de arroz, campos de milho, pomares de maçã e florestas alpinas. Cruza rios e vales e oferece vistas das montanhas mais altas do Butão. A altitude mais elevada do trekking encontra-se no passe de Yeli-La, com 4.820 metros, mas o pernoite mais alto será a 4.100 metros.

Roteiro


Legenda para refeições: C - café da manhã / A - almoço / Lt - lanche de trilha / J - jantar

1º dia - PARO (2.280) / PUNAKHA (1.400) (A, J) - Chegada em Paro, recepção e traslado para Punakha (135 Km, aproximadamente 4h em asfalto), com parada para almoço e observação da costa leste do Himalaya. Chegada e visita ao templo Chimi Lhakhang. Acomodação, jantar e pernoite.

- Chimi Lhakhang - Templo construído em 1499, pelo lama Drukpa Kuenley, deus da fertilidade, também conhecido como divino homem mau. O guru seguia sua própria filosofia, que incluía bebidas e mulheres. Turistas e butaneses com problemas de fertilidade costumam visitar o templo para receber a benção do lama. Quem engravida deve voltar ao local com o filho e batizá-lo com o nome do deus. A principal representação do lama é um pênis. Sua imagem pode ser vista em todo o Butão, nas fachadas das casas e prédios comerciais. Acredita-se que a imagem protege os moradores da casa do mau e evita brigas na família.

2º dia - PUNAKHA / THIMPU (2.300) (C, A, J) - Café da manhã e visita ao Punkaha Dzong. Traslado para Thimpu (75 Km, aproximadamente 3h de viagem em estrada sinuosa, passando pelo passo Dochula que oferece lindas vistas das montanhas), com parada para almoço no caminho. Chegada a Thimpu, acomodação e saída para visita ao Memorial Chorten e Tashiccho Dzong. Jantar e pernoite.

- Punakha Dzong - ou Pungthang Dechen Phodrang ("Palácio da grande felicidade"), está localizado na confluência dos rios Pochhu e Mochhu e foi a segunda fortaleza a ser construída no país, em 1637. Foi ali que o primeiro rei do Butão, Ugyen Wangchuk foi coroado em 1907, e serviu de sede do governo até o reinado do segundo rei, Jigme Wangchuck. O prédio foi danificado por incêndios, inundações e terremotos por 6 vezes, sendo reconstruído em todas elas seguindo suas características originais. Hoje é uma das obras arquitetônicas mais belas e mais bem preservadas do país, com pátios, corredores, monastérios, portas de madeira, pinturas e pedrarias que certamente valem a visita.

- Thimpu - Foi nomeada capital do Butão em 1961 (anteriormente a capital era Punakha), mas a cidade era tão pacata que os primeiros veículos começaram a chegar somente por volta de 1962. Thimpu manteve seu aspecto rural até o final dos anos 70 e sua população só começou a crescer a partir dos anos 90, chegando atualmente a 90.000 habitantes. Thimpu é a única capital no mundo a não possuir sinais de trânsito. Um deles foi instalado a alguns anos atrás, mas os moradores reclamaram, dizendo que aquilo era impessoal e feio, e o mesmo foi removido dentro de poucos dias. Até hoje o tráfego continua a ser coordenado por policiais localizados no inicio e no final da rua principal da cidade.

- Memorial Chorten - Uma das principais atrações da cidade de Thimpu, o Memorial Chorten (Chorten são pequenos templos, sem portas ou janelas, construídos para abrigar imagens de Buda e relíquias religiosas) foi construído em 1974 em memória do terceiro rei, Jigme Dorji Wangchuk, popularmente considerado como "pai do Butão moderno". A construção com quatro andares é toda branca e tem arquitetura típica butanesa, com telhados trabalhados à mão. É um importante local de culto para a população de Thimpu e de outras cidades butanesas.

- Tashichho Dzong: Construído em 1641, é um dos mais importantes edifícios do governo no Butão, e principal Dzong de Thimpu. Seu uso é dividido entre a parte religiosa e o poder político administrativo, que abriga o escritório do rei, ministros e a Assembléia Nacional. O Dzong é protegido pelo exército butanês e pela polícia, e turistas somente podem visitar a parte religiosa do local. Sua impressionante estrutura conta com um imenso pátio rodeado por grandes templos budistas. É ali também que acontece anualmente, a cada outono, o festival de Thimpu que homenageia "Padmasambhava", o deus nascido de uma flor de lótus e considerado como um segundo Buda, tendo viajado por todo o Tibet estabelecendo a religião budista.

3º dia - THIMPU / PARO (2.280) (C, A, J) - Café da manhã e visita aos principais pontos turísticos de Thimpu: Indigenous Hospital, Folk Heritage Museum, Painting School e o Textile Museum. Após o almoço, traslado para Paro (60 Km, aproximadamente 1h em asfalto). Chegada e visita ao templo Kichu Lhakhang. Acomodação em Paro, jantar e pernoite. 

- Indigenous Hospital - Fundado em 1988 é também conhecido por Instituto Nacional de Medicina Tradicional. Aqui funciona um enorme laboratório voltado para pesquisa e elaboração de medicamentos que se baseiam em ingredientes naturais como plantas, minerais, ervas e partes de animais. As receitas são preparadas de acordo com as praticas ancestrais. Além do laboratório, há também uma clínica para diagnóstico e tratamento tradicional, um pequeno museu e uma loja aonde é possível comprar produtos como o Tsheringma, um tradicional chá de açafrão. 

- Folk Heritage Museum - Estabelecido em 2001, o museu destina-se a exposição do estilo de vida típico butanês e dos artefatos utilizados pelas famílias rurais. Além de mostras de objetos domésticos típicos, ferramentas e equipamentos em geral, o museu organiza também demonstrações das tradições, habilidades, hábitos e costumes rurais. Arvores e plantas nativas que possuem uso doméstico tem sido cultivadas no museu, numa tentativa de manter vivo o conhecimento indígena sobre o uso dos recursos naturais do país. 

- Painting School - Instituto Nacional de Zorig Chusum, também conhecida na cidade como Escola de Artes, funciona sob o comando do Instituto Nacional de Formação Técnica e oferece cursos de artes e ofícios tradicionais do país. Turistas podem visitar a escola e assistir parte das aulas ministradas. Podem também comprar alguns dos trabalhos produzidos pelos alunos na pequena loja do instituto. 

- Textile Museum - O museu Têxtil do Butão foi fundado em 2001 por Ashi Sangay Choden Wangchuck, a mais jovem das quatro esposas do quarto rei, Jigme Singye Wangchuck e abriga a coleção de roupas usadas pela família real desde 1907. Na entrada, o turista pode assistir a um vídeo institucional, que conta um pouco da história do Butão e mostra tradições e costumes do país. O prédio conta também com uma loja de artesanato que vende alguns dos trabalhos manuais mais requintados do país. A loja tem "kiras" (vestimenta feminina típica do país), "ghos" (roupa masculina), toalhas de mesa, almofadas e cobertores. 

- Paro - Segunda maior cidade do país, com população estimada em 20.000 habitantes, Paro abriga o único aeroporto do Butão, e portanto é a porta de entrada e saída do país da felicidade. A 2.250 metros acima do nível do mar, o vale de Paro é um dos mais belos do país e seus habitantes o descrevem como o mais fértil de todos. A cidade possui grande importância histórica e abriga vários dos principais atrativos turísticos do Butão. 

- Kichu Lhakhang - Um dos templos mais antigos do Butão, foi construído sob uma pequena estrutura em meados do século 7 pelo rei tibetano Songtsen Gampo. Cresceu ao longo dos anos e foi visitado por diversas santidades e importantes budistas como o Guru Rinpoche. Atualmente o templo guarda diversas relíquias como uma estátua original do próprio século 7 de Jowo Sakyamuni, uma das imagens mais sagradas do budismo.

4º dia - PARO (C, A, J) - Café da manhã e visita ao Museu Nacional do Butão e Paro Rinpung Dzong. Após almoço, visita ao Monastério Taktshang, também conhecido como Ninho do Tigre (aproximadamente 2 horas de caminhada). Jantar e pernoite em Paro. 

-  Museu Nacional do Butão - O prédio original de 6 andares foi construído em 1656, mas foi convertido em museu somente no ano de 1968 pelo terceiro rei, Jigme Dorji Wangchuck. Seu acervo inclui thangkas (arte sacra), relíquias religiosas em prata e bronze, pinturas, armas, animais embalsamados, moedas e selos antigos, vasos, potes e outros objetos históricos. Também abriga fotografias e objetos que lembram os anos de monarquia absolutista do país.

- Paro Rinpung Dzong - Sua construção se iniciou em 1644, mas somente em 1646 foi consagrado como Dzong. Dentro do forte se encontram templos, centros de reza, biblioteca e escritórios do governo distrital de Paro. Sua torre de madeira é considerada a mais bela de todo o país e o forte como um todo é hoje considerado um dos melhores exemplos de arquitetura do Butão.

- Monastério Taktshang - Conhecido também como Tiger´s Nest (Ninho do Tigre), é o monastério mais famoso do Butão. Foi erguido em 1692 sob a liderança do Guru Rinpoche, guia espiritual dos butaneses, e introdutor do budismo no país, no século 8. Para alcançar o monastério, incrustado no penhasco a 3.120 metros de altitude, 700 metros acima do vale de Paro, são necessárias aproximadamente 2 horas de caminhada. O Ninho do Tigre abriga 7 templos, todos eles abertos para visitação. É um local de peregrinação e meditação para budistas de todo o mundo.

5º dia - PARO / SHANA (2.860) (C, A, J) - Após o café da manhã, seguiremos até Drugyal Dzong, ponto de partida para o Snow Leopard Jhomolhari Trekking. A caminhada se inicia com suaves descidas e subidas, passando por terraços de arroz, campos de milho, pomares de maçã e florestas. Parada para almoço durante o percurso. Logo, o vale alarga-se e alcançamos o posto do Exército de Gunyitsawa (2.810 m). Continuamos nossa subida até os 2.860 metros, onde existem vários bons locais de acampamento rodeados por árvores. Jantar e pernoite.

- Caminhada: 16km - grau de dificuldade: Médio - O trajeto conta com 360m de subida e 80m de descida em aproximadamente 05 a 06 horas de caminhada.

6º dia - SHANA / SOI THANGTHANGKHA (3.610) (C, A, J) - Café da manhã e partida para o segundo dia de caminhada. Nosso circuito se inicia margeando o Chhu Pa (Rio Paro), subindo e descendo por meio de pinheiros e carvalhos, dentro do Jigme Dorji National Park. Parada para almoço durante o percurso. Quanto mais perto chegarmos do campo base, mais conseguiremos ver a montanha Jumolhari. Atravessando florestas de rododendros e o Rio Paro, atingiremos nosso ponto de acampamento, a 3.610 metros. Jantar e pernoite.

- Caminhada: 22km - grau de dificuldade: Difícil - O trajeto conta com 770m de subida e 10m de descida em aproximadamente 07 a 08 horas de caminhada.

7º dia - SOI THANGTHANGKHA / JANGOTHANG (4.080) (C, A, J) - Após o café da manhã, continuamos nossa ascensão, seguindo o rio Paro e apreciando a vista deslumbrante dos picos ao nosso redor. Parada para almoço durante o percurso. Vamos passar pelo vale Soi Yakherding aonde poderemos ver a forma de vida da população local. No campo base de Jangothang com vistas à ruínas e fortes, teremos nosso jantar e pernoite.

- Caminhada: 19km - grau de dificuldade: Médio - O trajeto conta com 480m de subida em aproximadamente 05 a 06 horas de caminhada.

8º dia - JANGOTHANG / DUMZO (3.800) (C, A, J) - Café da manhã e início da trilha com uma subida íngreme que nos conduz até o lago de Tshophu (4.380). Depois de atravessar o lago, a trilha começa a descer até um vale escondido e dali voltamos a subir até La Bonte (4.890). Em um dia claro poderemos ver Kanchenjunga, o terceiro maior pico do mundo, com 8.586 m. Almoço durante o percurso. Seguiremos ao vilarejo de Soi Yaksa (Dumzo) para jantar e pernoite.

- Caminhada: 16km - grau de dificuldade: Difícil - O trajeto conta com 810m de subida e 1090m de descida em aproximadamente 07 horas de caminhada.

9º dia - DUMZO / THONGBUSHONG (4.180) (C, A, J) - Após o cafe da manhã, a trilha se inicia com uma subida íngreme até o ponto mais alto do vilarejo de Soi Yaksa Soi, de onde vamos apreciar a vista das montanhas ao norte, como a Jumolhari e a Jichu Drake. Após o almoço vamos descer até o vale Thongbushong, possivelmente cruzando com pastores nômades que ali costumam acampar. Pernoite no campo base Thangbushong, com jantar.

- Caminhada: 11km - grau de dificuldade: Médio - O trajeto conta com 720m de subida e 340m de descida em aproximadamente 05 horas de caminhada.

10º dia - THONGBUSHONG / SHANA (2.730) (C, A, J) - Após o café da manhã seguiremos ao cume de Thombu La (4.380). Daqui, poderemos vislumbrar belas vistas do vale de Paro e das montanhas ao nosso redor. Almoço durante o percurso e descida para jantar e pernoite em Shana.

- Caminhada: 13km - grau de dificuldade: Médio - O trajeto conta com 200m de subida e 1650m de descida em aproximadamente 05 horas de caminhada.

11º dia - SHANA / PARO (C, A, J) - Após o café da manhã iniciaremos o trecho final do nosso trekking. Atravessaremos a vila de Gunitsawa e seguiremos pelo rio Paro, descendo gradativamente. Chegada em Dzong Drugyal aonde o carro para traslado a Paro estará nos esperando. Almoço e jantar na cidade. Pernoite em Paro.

- Caminhada: 17km - grau de dificuldade: Fácil - O trajeto conta com 80m de subida e 360m de descida em aproximadamente 05 horas de caminhada.

12º dia - PARO (C) - Café da manhã e traslado para o aeroporto de acordo com o horário do seu vôo.

SUGESTÃO - Esticar a sua viagem e aproveitar para conhecer outros destinos asiáticos. Para chegar e sair do Butão existem voos via Kathmandu (Nepal), Delhi (Índia) e Bangkok (Tailândia), e, portanto estes três países são ótimas opções! A Indochina, região do sudeste asiático que engloba Vietnam, Laos, Camboja e Mianmar, também é uma excelente extensão para quem possui mais tempo de férias!
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