EN PT
+55 11 5571-2525

Viajante Cia Eco

Marta Millan, Paulo e Francisco Fecarotta

Apesar de termos voltado no final no mes passado, continuamos saboreando na memória a viagem para Galapagos.
Aproveitei  que hoje fui pegar as ampliações em papel (fiz 300 das mais de 900 fotos...) e ter voltado as sensações da viagem, para responder teu e-mail.
Tentarei ser breve, apesar da vontade de ficar contanto e contando e contando...
Logo no inicio, ainda no aeroporto, foi uma grata surpresa encontrar o Fernando que rapidamente nos identificou e resolveu o check-in com tranquilidade. Como ainda era de madrugada, pudemos ir tomar um café para acordar.

Vôos no horario e decolagens e pousos com perfeição.Serviço de bordo, honesto.Tudo certo em todas conexões.
Nosso roteiro (aproveitamos pelo menos uma dica da seção "eu fui"), se confirmou como bem acertado.
Dois dia em Quito com a ida para Otavalo e todas as paradas intermediarias, nos deu uma bela idéia da cidade e região. O guia Edgar era competente e o motorista discreto. O almoço no lago São Paulo, onde comemos todos juntos, deixou claro o espirito daquela viagem e do povo ecuatoriano.

Ida para Galapagos. A mudança é radical. A paisagem de Baltra não tem como não chamar a atenção e até achar que todo o arquipelago tem aquela "cara".
Fomos direto para Isabella. Decisão acertada começar por lá. Também a indicação da Casa de Marita, nos deixou muito contentes.

Para todos nós, sem dúvida, foi o astral que imaginavamos para essa viagem.Quem nos acompanhou nos passeios foi o Julio. Uma grande figura. Um cara local, que trabalha como guia a uns 5 anos e conhece tudo.

Confesso que no passeio para o vulcão ele exagerou no ingles, sempre esquecendo do espanhol. Eu tinha sempre que lembra-lo que nem todos entendiam claramente o ingles. Mas isso não foi um problema.Esse passeio é bem puxado, mas o Julio tinha nos orientado na vespera, assim como orientou em todos os outros passeios. Essas dicas na vespera ou no periodo anterior aos passeios é fundamental para você se preparar adequadamente e levar o necessário.

Comemos sempre muito bem. No primeiro dia, fomos em um dos poucos restaurantes que existem, também na praça, bem na esquina. Ótima comida, feita pelo casal donos do lugar. O arroz marinero (com frutos do mar), era estupendo. O lugar com troncos toscos de madeira e chão de ripio é bem simpático.
Uma delicia voltar de um longo passeio, já meio cansado, tomar um ótimo banho, beber alguma coisa e sair a pé na rua de terra para ir jantar.Como disse, esse astral de Isabella foi imbatível e não sou só eu que diz. Cruzamos varias pessoas na viagem com a mesma opinião.

Ida para Santa Cruz. O aeroporto te coloca nos anos 50.Estão agora reformando/ampliando. Acho uma pena se mudarem toda estrutura de madeira. Espero que só melhorem as condições para chegada/saida e bagagem. Bom, ai teve um certo stress, pois não havia ninguém para nos receber e percebi que todos estavam se organizando e corria o risco de "micar" no aeroporto. Fui atras de um orelhão, mas ninguém vendia uma ficha de telefone para que eu ligasse no contato mandado pela ECO (Aliás, um brilho a organização dos vouchers , dicas e organização dos passeios que você nos mandaram. Foi fundamental a viagem inteira). Eu sei que consegui ligar do escritório de comando para descobrir o que fazer. A solução veio rapida. Um guia por quem eu já tinha passado e conversado duas vezes, era quem deveria nos levar, além de outro casal de brasileiros. Se desculpou pelo transtorno e seguimos.

Conto essa passagem porque ele novamente no dia seguinte, fez nova trapalhada. Na ida para Seymor, o onibus que nos levava para o porto, parou no meio do caminho, no mercado municipal, para nós descermos, porque constava somente duas pessoas e não tres. Disse que o problema era dele e não meu. Bom, depois de alguns telefonemas, aparece novamente o José se desculpando mais uma vez e nos colocando em outro grupo. Novamente a solução veio rapida e confesso que demos sorte pois o primeiro grupo era de alemães que não são própriamente os mais simpáticos. Fomos num grupo mais interessante. Além disso, esse passeio era para Seymor, que foi disparado a praia mais linda e o mergulho mais bonito.

Aproveito para lembrar a todos que sempre levem o necessário para mergulhar. Nesse dia, a Marta, por não termos sido informados que teria mergulho, não levou maiô e não pode curtir esse banho.

Disse antes que em Isabella sempre eramos informados sobre os passeios que iriamos fazer, ao contrario de Santa Cruz que só nos passavam a informação de qual horario iriam nos apanhar.

Ainda em Porto Ayora, comemos muito bem. A dica de vocês na praça,Hermann Café,  é ótima. A empanada, apesar de diferente das argentinas, eram maravilhosas. Também o Giardino tem uma ótima massa (e olha que sou descendente de italiano e sei o que estou dizendo...). Vocês indicam o Limon Café como restaurante, mas na realidade é mais para bar, noturno, e fica rolando reggae da melhor qualidade. No The Rock, além de entender o que os Estados Unidos foram fazer lá durante a segunda guerra, tem um ceviche de polvo maravilhoso. Na ultima noite, finalizamos com um sushi do Red Mangrove. Belo fecho.
De quem vem da Casa de Marita, sente a diferença no Sol e Mar. Ali é mais negocio e menos aconchego.Por outro lado, estar de frente para a água e tomar café da manhã vendo pelicanos, lobos marinho, garças, etc, bem do teu lado, é barbaro.

Foi bem acertado deixar um dia livre.Num pacote mais curto, talvez não justifique, mas demos valor para esse dia onde pudemos ir novamente na Estação Darwin e Tortuga Bay. Com o dia meio nublado, não botava muita fé nesse passeio. Saindo da cidade, e andando por mais meia hora, não tem como não tomar um susto com aquela praia que apesar do frio, tinha pelo menos dois surfistas pegando onda. Mais 15 minutos e você esta naquela "lagoa".Tranquila, e agua cristalina. Era sabado. Tinham familias que estavam passando o dia. Isso que é qualidade de vida. Pudemos alugar uns caiaques e pudemos ver raias. Eram muitas nadando do seu lado. Tubarões e lobos marinho. Falei pouco dos bichos, mas é maluco imaginar que, depois de pouco tempo, você se acostuma com um grupo de iguanas bem do seu lado e que não estão nem ai para você.Aliás, todos eles.Do ar, do mar e da terra. Eles não se abalam com você passando do lado. É incrivel.

Nesse passeio de caiaque, foi o unico lugar onde vi um saco plastico preso nas raizes do mangue. Não resisti em tira-lo de lá, o que me custou um mergulho não programado. Logo meu filho chegou e conseguiu capturar o saco. O garotão que aluga os caiaques, agradeceu. De maneira geral, encontramos tudo muito limpo. Mesmo em Puerto Ayora. Nos pareceu que tem também um trabalho serio em relação ao lixo, com separação para o reciclado (O caminho que nos leva para Tortuga Bay é feito com lajotas que tem vidro moido reciclado na sua composição).

Eles tem um problemão em relação a energia. Tudo é diesel, que é muito poluente.Espero que logo comecem a implantar alternativas mais adequadas com aquele paraiso e com o mundo. Eu sei que o fato de perceber as dificuldades com água, energia, te deixa mais atento e cuidadoso. Vocês mandarem os squeezes é muito correto (não só para lá). Ao invés de comprar agua mineral, que é a recomendação de todos por lá, completar os squeezes no hotel nos filtros grandes, reduz bastante esse lixo. Deixem claro para os próximos viajantes que esse é o objetivo.

Final da viagem.Quayaquil.Chegamos no dia de aniversario da cidade, onde todos vão para a rua. Achamos que era a população do Ecuador que estava lá...Confesso que foi uma maneira um pouco radical de voltar para a realidade..., mas ao mesmo tempo era muito alegre.

Achamos acertada também a escolha dos hotéis em Quito e Quayaquil. Apesar da impessoalidade desses hoteis maiores, eles oferecem um conforto que faz todo sentido para começar e finalizar uma viagem dessas. Fomos sempre bem recebidos, apesar de nosso quarto no Hampton Inn não estar pronto apesar de termos chegado as 15:30(!!). Sentimos falta de boas indicações para comer em Quayaquil. Ir para o Malecon, só tinha como alternativa fastfood.Era realidade demais.
Puxa vida, para quem queria ser breve, acho que me alonguei bastante.

Finalizo dizendo que foi, sem duvida, uma viagem excepcional. Os poucos e pequenos contratempos que descrevi, de longe, não interferiram no nosso humor, nem na viagem e pudemos curtir loucamente todos os lugares que visitamos.

Em outro e-mail, mando algumas fotos. Farei uma seleção rigorosa...
 
Abraços e obrigado por tudo,
Paulo, Marta e Francisco

 

 

 

 

 Fotos: Chico Fecarotta